Controle de almoxarifado faz a diferença na produção eletroeletrônica?

O controle de almoxarifado é um cuidado fundamental para uma boa gestão. Quando se trata de logística, o armazenamento e separação de mercadorias são considerados decisivos para o sucesso das operações. Por isso, investimentos em tecnologias que visam aumentar a eficácia e a excelência de tais processos são indispensáveis para a indústria eletroeletrônica, na qual a qualidade é o fator mais importante. 

Alguns exemplos desse tipo de solução são o WMS (Warehouse Management System – sistema de gerenciamento de armazéns), as prateleiras inteligentes e as inúmeras máquinas especializadas na organização automática de produtos. Além disso, é importante considerar que há a necessidade de mais ou menos tecnologia, a depender da dimensão da indústria e da natureza dos processos envolvidos. 

Mesmo que o gerenciamento seja completamente manual e feito por meio de planilhas, ele deve ser coerente com a realidade da empresa. De qualquer maneira, em um almoxarifado eficiente, deve-se sempre saber onde estão absolutamente todos os produtos, assim como conhecer as condições em que são armazenados. Somente desse modo é possível gerenciar as movimentações e administrar entradas e saídas de forma eficaz.

Mas, afinal, quão determinante é um bom controle de almoxarifado na produção eletroeletrônica? A seguir, veja as implicações que a organização desse setor traz às atividades de logística e armazenamento para o segmento e conheça soluções para otimizar processos.

3 MOTIVOS PARA PRIORIZAR O CONTROLE DE ALMOXARIFADO

Para a indústria eletroeletrônica, um almoxarifado bem gerido é mais importante do que em outras áreas. Isso porque se trata de um nicho de mercado minucioso e que exige conhecimentos específicos. Um exemplo básico: alguns componentes têm alto valor agregado, e perder uma única peça pode representar um prejuízo considerável, visto que a maioria delas precisa ser importada.

Dada a dificuldade para a reposição de certos componentes, é muito comum ocorrer um efeito dominó depois de erros desse tipo. Afinal, importações no geral levam um certo tempo para acontecer. Assim, toda a produção pode ser colocada em risco, acarretando prejuízos enormes. Além dessas falhas pontuais, erros de planejamento ou gestão também podem custar caro. 

Mas não é só por isso que o controle de almoxarifado faz diferença na indústria eletroeletrônica. Veja abaixo outros três motivos pelos quais é preciso ter toda atenção nesse tipo de gestão:

1. Temperatura e umidade

Componentes eletrônicos precisam de condições ideais de temperatura e umidade para serem utilizados na linha de montagem. Placas de hardware em geral possuem peças muito pequenas e sensíveis, por isso, é fundamental que se considere todas essas vulnerabilidades durante o controle de almoxarifado. Caso contrário, a vida útil dos produtos diminuirá inevitavelmente.

Há casos, por exemplo, em que a má conservação passa despercebida quando os componentes são montados separadamente. Se há um sistema eficiente de montagem e testes, esse erro é detectado rapidamente. Porém, quando esses processos ainda não estão bem alinhados, pode ser que um produto falho chegue até o consumidor. 

Sendo assim, é preciso verificar as condições de estocagem de cada componente. Os mais críticos precisam ser armazenados em um forno com temperatura e umidade controladas para estarem aptos ao uso. 

Um bom fornecedor deve informar na embalagem do produto todas as orientações para sua correta montagem e armazenamento, inclusive sua classificação MSL (Moisture Sensitivity Level), que determina quanto tempo um componente pode ser exposto à condições de temperatura ambiente.

Portanto, garantir a correta temperatura e umidade de um dispositivo pode demandar melhorias no espaço, como o investimento em equipamentos de ar-condicionado. Porém, não tenha dúvidas que os investimentos valem a pena, pois evitam maiores prejuízos a longo prazo.

2. Tamanho dos componentes

Como já mencionado no item acima, alguns componentes eletrônicos são pequenos e frágeis. A princípio, eles vêm acondicionados de forma adequada. No entanto, quando não há um bom controle de almoxarifado, essas embalagens podem ser violadas, o que dificulta o armazenamento e a movimentação desses componentes dentro da fábrica. 

Por isso, todo cuidado é pouco: é preciso ter um espaço adequado para guardar as caixas, de acordo com a demanda. Depois disso, a gestão do espaço deve respeitar o número máximo de empilhamentos, não expondo os componentes a condições adversas que podem danificar as embalagens.

Portanto, a atenção à distribuição de pesos e medidas de acordo com o espaço, além do correto manuseio dos lotes, são imprescindíveis. Assim como as condições de temperatura e umidade, a distribuição no espaço é determinante para evitar prejuízos a longo prazo.  

3. Obsolescência

O controle de almoxarifado bem feito contempla, também, a gestão correta de todos os produtos em estoque. Na indústria alimentícia, por exemplo, é necessário observar se há produtos em estoque perto do vencimento. Já na indústria eletroeletrônica, é fundamental ter controle sobre a obsolescência.

Na era da Indústria 4.0, as inovações tecnológicas ocorrem cada vez mais rápido. A cada ano, novas soluções são encontradas e avanços inéditos são atingidos. Sendo assim, fazer a gestão de aparelhos eletrônicos acompanhando atualizações e tendências é essencial.

Saber quando determinado modelo de um componente deixará de ser produzido é um diferencial estratégico, assim como estar atento ao que irá substituí-lo. Tudo isso deve ser registrado e utilizado na gestão. O que não quer dizer, no entanto, que após a obsolescência o produto não poderá ser usado. Afinal, evitar o desperdício também é um fator chave para prevenir prejuízos.

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De qualquer modo, saber que todos os produtos do setor ficam obsoletos em tempo relativamente curto é importante, pois a empresa pode ser obrigada a realizar ajustes durante o projeto de vendas. Em suma, todos esses itens precisam de atenção e uma lúcida percepção para administrar bem os recursos e produtos. 

Esses três pontos podem ser mais facilmente administrados não apenas com soluções de uso interno, mas também lançando mão da contratação de parceiros. Como? É o que veremos a seguir. 

COMO UMA CM AJUDA NO CONTROLE DE ALMOXARIFADO?

O bom controle de almoxarifado para componentes eletrônicos exige alguns cuidados especiais. No entanto, nem todas as indústrias estão aptas a tomá-los. É comum que informações sobre o armazenamento correto passem despercebidas, principalmente em empresas mais jovens, já que são bastante específicas. 

Nesse caso, a melhor alternativa é contratar uma CM estruturada e especializada para realizar a montagem do hardware dos produtos. Além de ter todo o conhecimento e saber exatamente quais são as necessidades específicas de cada componente, a fabricante se isenta da responsabilidade da má gestão dos insumos. Todos os processos relacionados à boa conservação e à movimentação ficam sob a responsabilidade da montadora contratada.

A maior vantagem é o ganho de qualidade do resultado final. CMs lidam especificamente com componentes destinados à montagem de placas e, com isso, as chances de haver um controle de almoxarifado ruim são muito menores. Todos os locais de armazenamento e os processos de gestão são direcionados para que os insumos sejam tratados da melhor maneira possível. 

Dessa forma, seu produto tem qualidade garantida e seu cliente tende a estar muito mais satisfeito. Mas como escolher uma CM? Siga lendo e descubra.

Escolhendo o parceiro certo para a gestão de almoxarifado

Existem alguns passos para seguir na contratação de uma montadora que pode ser uma grande aliada no empreendimento. Antes de tudo, visitas técnicas são necessárias. É importante estar atento às características dos serviços oferecidos, seus pontos fortes e fracos. Além disso, a capacidade de atender diferentes demandas e projetos de portes variados é sempre desejável. 

Falando especificamente na gestão de lotes de qualquer empreendimento na área de eletroeletrônicos, é preciso que a CM possua:

  • Bons equipamentos;
  • Profissionais capacitados;
  • Metodologias adequadas para cada etapa.

Sem a atenção a cada um desses itens, uma gestão adequada é inviável. À primeira vista, pode parecer que são fatores óbvios. No entanto, sugerimos que você se pergunte ”será que a gestão de cada um deles está realmente indo bem?”. Se você ficou com dúvidas para responder a essa pergunta, é sinal de que é preciso uma revisão desses pilares. Veja abaixo um pouco sobre cada um deles:

1. Equipamentos

Quanto aos equipamentos da CM, a verificação é fundamental. Apenas com equipamentos adequados, de acordo com a demanda, a CM contratada pode realizar o trabalho com segurança e eficiência. Sendo assim, entre em contato com os responsáveis pelo setor de maquinário de montagem. Consulte sobre projetos anteriores que foram concluídos, assim como projetos em andamento.

Fazendo isso, é possível ter parâmetros e vislumbrar como seria a parceria entre aquela CM e sua empresa. Uma boa comunicação é um motivo para ganhar pontos: para testar isso, converse com todos os responsáveis, e também com os funcionários. 

Pergunte sobre os procedimentos e o ambiente de trabalho. Preveja como a empresa pode contribuir para o melhor funcionamento dos serviços em geral. Observe os diferenciais. Nessa fase, uma percepção consciente e imparcial é necessária antes de fechar qualquer negócio.


2 . Profissionais envolvidos

Quanto aos profissionais que trabalham na empresa parceira, é importante que todos tenham suas devidas capacitações e certificados em dia; esses são documentos importantes e indispensáveis. É igualmente importante verificar se o serviço oferecido condiz com essas certificações.

Ou seja, de nada adianta contratar um parceiro que ostenta títulos, se na realidade seus serviços não correspondem a eles. É por isso que é tão importante e necessária uma boa comunicação, entrevistas com funcionários de várias instâncias (não apenas com CEOs e chefes de departamento) e também o exame de serviços anteriores daquela empresa.

3 . Metodologia adequada

Por fim, é preciso cuidar para que a CM parceira seja estruturada com uma metodologia coerente. Um dos mais valiosos atributos que uma CM pode oferecer é um bom método para a execução de seus afazeres. A metodologia é um ponto-chave, crucial para a indústria de eletroeletrônicos, e especialmente útil no controle de almoxarifado, devido a um dos traços mais marcantes que um bom método pode oferecer: a verificação por etapas. 

Conclusão

Como vimos, um bom controle de almoxarifado é fundamental e faz toda diferença na indústria eletroeletrônica, devido não só à natureza detalhista e minuciosa do segmento, mas também pelo alto valor agregado de determinados componentes. Porém, como muitas vezes as indústrias não são capazes de exercer o controle adequado, a contratação de um parceiro pode ser a solução ideal. 

Ao terceirizar a montagem de placas, a indústria transfere para a CM parceira a responsabilidade sobre os componentes necessários para a fabricação do hardware. Se sua empresa procura por uma parceria capaz de atender tanto à necessidade de montagem quanto o controle dos componentes necessários para realizá-la, fale conosco e conheça nossa estrutura!

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