Há quem coloque a Engenharia Industrial e a Engenheira de Produção no mesmo patamar, como sinônimos de uma única profissão. Contudo, existem sutis diferenciações entre elas, principalmente no que diz respeito à gestão e à execução, apesar de haver conceitos similares edisciplinas interligadas. De forma mais específica, o engenheiro industrial é uma figura presente ao longo do processo industrial, que acompanha desde os primeiros passos até a análise de dados, planejamento e resultados. Por isso, é fácil compará-lo ao engenheiro de produção que, por sua vez, utiliza das mesmas informações num nível, geralmente, mais gerencial e voltado para processos.
Por agregar diferentes etapas da produção, o engenheiro industrial irá procurar otimizar desde a logística interna (como a verificação das condições adequadas para a estocagem) até a execução e resultados dos testes, que inclui rastreabilidade do produto e qualidade da entrega. Alcançar a qualidade e a excelência dos produtos, aliás, é um dos principais objetivos da profissão, aliado ao aumento da produtividade de todo o processo. Diferentemente da organização do trabalho, o foco principal está na organização da indústria e produção industrial, o que exige do engenheiro uma grande capacidade analítica, raciocínio lógico e constante atualização sobre as informações e novidades do mercado.
Recentemente, o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) divulgou um panorama sobre o mercado de trabalho do segmento. Os dados, citados em fevereiro pelo extinto jornal Brasil Econômico, anunciam um déficit de 20 mil novos engenheiros para atender as demandas do país. De acordo com a apuração da entidade, a média de engenheiros formados por ano no Brasil é de 60 mil por ano, enquanto na China o número sobre para 650 mil por ano. Outros países emergentes também possuem uma perspectiva mais positiva em relação formações por ano, como a Índia, com 220 mil, e a Rússia, com 190 mil.
Além disso, 58% dos engenheiros brasileiros não atuam na área de formação, conforme estudo organizado pela Confederação Nacional da Indústria, reproduzido pela Exame.
Com uma atuação mais universal dentro do segmento, a formação do engenheiro industrial, como vimos anteriormente, agrega diversas disciplinas em comum. Entre as áreas de estudo estão cálculo, física, geometria, álgebra, química, estatística, probabilidade e matemática. É comum que os cursos ofereçam uma introdução à conhecimentos adicionais como administração, marketing e empreendedorismo. No decorrer da grade curricular, o estudante de engenharia industrial irá optar por habilitações específicas que irão instituir um novo ângulo para os estudos.
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Crédito de imagem: pashminu/CC
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